Um país onde a malha viária ultrapassa 1,7 milhões de quilômetros, o transporte de cargas é feito, em sua maioria, por caminhões. Mas o transporte rodoviário nacional enfrenta custos que podem inviabilizar qualquer processo.
Ao contrário dos Estados Unidos e outros países da Europa, o Brasil nunca investiu pesadamente em suas ferrovias, de modo que nosso principal meio de transporte, hoje, continua sendo o caminhão. Por que a rodovia firmou-se como alternativa para a ferrovia já se tornou questão histórica, mas a verdade é que o transporte rodoviário consome o dobro do transporte ferroviário e, se hoje ele é preferível, é por falta de investimentos nas ferrovias.
O transporte de cargas rodoviário responde atualmente por 72% da movimentação de mercadorias que acontece em território nacional. São 40 mil empresas transportadoras e quase 500 mil caminhoneiros autônomos, reunidos em uma frota que alcança 2 milhões de veículos.
Na manutenção da frota, o maior custo é com combustíveis, que pode chegar a 35% do valor do frete. Em segundo, vêm os pneus, que dependendo das condições de rodagem, podem alcançar 15% dos custos. Em terceiro lugar, igualam-se a manutenção dos veículos e o gerenciamento de risco, que podem consumir cada um, 10% do valor.
Com custos que, às vezes, podem ultrapassar metade do valor do frete, o transporte rodoviário revela-se um desafio crescente para as empresas transportadoras, e passa a exigir soluções mais eficazes para administrar esses valores. A alternativa mais viável, na opinião de especialistas, continua sendo a manutenção preventiva.
Segundo o diretor do Comitê de Caminhões e Ônibus do Congresso SAE Brasil 2006, Wagner Fonseca, a manutenção preventiva é a pedra no sapato da frota nacional e uma cultura que ainda está longe de se consolidar em grande escala. "Para ter um retorno viável da manutenção preventiva são necessários três anos. Nesse período, todo o custo com problemas fica diluído, porque podemos antecipá-los e buscar as causas, evitando reparações maiores, que inviabilizariam uma operação", explica.
...Segunda parte na próxima semana.
Obs.Para ter acesso a esse e outros artigos acesse Artigos no menu principal.
|