Quando se analisam as metas e objetivos dos transportadores no mundo, verifica-se que o foco principal está orientado para a redução de custos. Depois da redução de custos, o que mais interessa para as transportadoras é melhorar o nível de seus serviços, aumentar a flexibilidade operacional e concentrar esforços nas suas competências.
De acordo com Ozoni Argenton Junior, diretor de operações da McLane, a logística é um negócio de enormes dimensões e movimenta aproximadamente R$ 420 bilhões por ano no Brasil. Somente as 500 maiores empresas gastam R$ 110 bilhões anualmente. Além disso, o custo logístico estimado do País, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), é de cerca de 13,2%, sendo que deste percentual o transporte equivale a 6,7%.
"Antes, o gestor logístico gerenciava depósito e agora ele chega a atuar no plano de diretoria e a cada dia os serviços estão mais especializados e segmentados para atender as expectativas dos clientes", afirma Argenton Junior.
De acordo com o executivo, o futuro dos operadores logísticos deverá estar baseado na capacidade de solucionar problemas e na habilidade de adaptação e integração junto aos seus clientes.
Argenton Junior diz que "ocorrerá uma seleção natural do mercado e muitas empresas que se tornaram operadoras logísticas poderão deixar de existir, em função de erros na definição de suas estratégias de atuação, pois haverá custos e perdas de receita, devido ao nível de serviços prestados a seus clientes". |