
A frota brasileira de veículos queima 330 milhões de litros de óleo lubrificante por ano, além de 105,9 bilhões de litros de vários combustíveis, dos quais o diesel representa 42,2% ou 44,7 bilhões de litros. Estes números servem para que se tenha uma idéia do peso que tem o segmento de transporte na emissão de poluentes. Assim mesmo, só levando em consideração a frota rodante.
Embora o próprio governo, através da ANP, tenha contribuído para agravar o problema - o adiamento da vigência do Proconve 6 -, muitas empresas tem se preocupado em participar de um grande movimento com vistas à preservação do meio ambiente. E não só no segmento.
Transformar cada negócio em uma célula de preservação do meio ambiente é o futuro de qualquer empresa do planeta.
Ninguém discute, é só uma questão de tempo. Além da conduta responsável em relação aos mandamentos da sustentabilidade, a companhia que adota tal postura passa também a desfrutar de prestígio e consideração de seus clientes.
Embora estejamos ainda engatinhando nessa direção, é bom lembrar que ocorreu o mesmo muito tempo atrás quando se introduziu a norma ISO 9000. Só que agora as coisas mudam muito mais rapidamente.
Atualmente, muitas companhias passaram a ter como pré-requisito de compra, ou como requisito desejável, a certificação pela norma ISO 14000 de seus prestadores de serviço. Ou seja, essas corporações passaram a destacar em suas aquisições ou contratos fornecedores comprometidos com a gestão ambiental. A própria certificação pela norma 14000 significa que a empresa tem como filosofia causar o menor impacto ambiental possível. E assinou um termo de compromisso para tanto.
Tal certificação é possível quando a companhia estabelece parâmetros e diretrizes no sentido de oferecer uma "produção" ou atuação o mais limpa possível. "Basicamente a empresa tem que adotar o sistema 3R como filosofia operacional", explica Luiz Henrique Lopes Vilas, diretor do Centro Universitário de Caratinga da UNEC, em Minas Gerais, e da Ouro Verde Meio Ambiente e Negócios Sustentáveis. O sistema 3R resume bem a maneira de atuar das empresas após esse ato de comprometimento. O 3R vem de Reduzir, Reaproveitar e Reciclar. A partir daí, o transportador passa a obedecer uma postura pró-ativa no sentido de mitigar a emissão de poluentes.
Assim, ele reduz ou erradica a utilização de equipamentos, produtos ou meios que produzam sobras, rejeitos ou emitam qualquer forma de poluição.
Reaproveitar ou reutilizar produtos de maneira a reduzir a escala de sua utilização e seu conseqüente sucateamento ou sobra descartada. Reciclar, por fim, fecha esse circulo virtuoso, na medida em que não há o descarte simplesmente de um bom número de produtos, mas sim a reutilização. Um exemplo disso é a venda do óleo lubrificante usado para as retificadoras.
Para chegar a este ponto, todavia, as empresas precisam também tomar a decisão de preferir materiais que possibilitem essa prática.
A Transporte Consultoria através da ferramenta de gestão TPF (Total produtividade na frota) vem conduzindo seus clientes a esta realidade de frota sustentável por meio do SHE (Pilar responsável pela Saúde, Segurança e Meio Ambiente uma das bases do TPF).
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